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O Consolo Espiritual aos Padres: nossas orações

IMG-20160606-WA0046No último dia 03, sexta-feira, celebramos em Mambaí de Goiás o dia do Sagrado Coração de Jesus com uma manhã de espiritualidade com todo o clero. Este dia nós chamamos de dia de Santificação do Clero. Assim, caros leitores, vamos refletir aqui sobre o ministério Sacerdotal, pedindo que vocês rezem por nós, os padres.

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu” (Is 61,1). Todo aquele que foi ungido por Deus e age segundo seu Espírito carrega em si algumas características.
A este ungido de Deus se chama de Presbítero, Padre, Sacerdote…

O Santo Cura d’Ars disse: “O padre não é padre para si mesmo, é-o para vós”. É isso mesmo: o padre é para vocês em Cristo. Seu ser não é mais de si próprio é, antes, um “ter seu ser em outro”: em Cristo. A vida do padre não é sua vida. Ela é a vida de Cristo.

Para configurar sempre mais a sua vida à de Cristo o sacerdote, segundo o Papa Emérito Bento XVI, precisa seguir quatro características:
“Encarnar a presença de Cristo”. Quer dizer, o que é próprio do sacerdote é aquilo que é próprio de Cristo: suas ações sacramentais com suas devidas correspondências.

A segunda característica é a “Total identificação com o próprio ministério”. Faz-se necessário que o presbítero seja realmente um seguidor de Cristo.

Uma outra característica é “coincidir pessoa e missão”. Como já afirmamos anteriormente pelo Santo “O padre não é padre para si mesmo, é-o para vós”. O padre diante de Cristo é despersonificado. Para que entendam, a pessoa do padre é abarcada, envolvida, pela Pessoa de Cristo fazendo do padre um “Alter Christi” (Outro Cristo). Na visão de Monnin, o que acontece é uma “expressão do seu ‘Eu filial'”. Podemos compreender este “Eu filial” de dois modos: 1) na celebração Eucarística: o sacerdote diz “Isto é o meu corpo… isto é o meu sangue” (Mt 26, 26-29); 2) no Sacramento da Reconciliação (confissão): o padre usa as palavras “eu te absolvo”.

A última característica: adoração – “diante do Pai em atitude de amorosa submissão à sua vontade”. Aqui o agir do sacerdote é sempre “diante do Pai”, pois ele é filho no Filho. Tendo um ardente desejo de estar sempre “diante” e não à frente do Pai. Porque o seu estar “diante” reflete sua “amorosa submissão à sua vontade”.

Em síntese, reze sempre por nós os ungidos de Deus. Sem esquecer que “todo sacerdote, tirado do meio dos homens é constituído em favor dos homens em suas relações com Deus” (Hb 5, 1). Deus lhes abençoem sempre. Boa participação nas Celebrações Litúrgicas. Rezem por nós padres!

Por Pe. Joacir d’Abadia, Pároco em Alto Paraíso-GO e Administrador de Colinas do Sul, Coord. da Pastoral da Educação
joacirsoares@hotmail.com