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Namoro, um ensaio para o futuro.

O namoro é uma das fases mais importantes da vida de um jovem, isso porque, nesse período, eles descobrem as alegrias e tristezas de um relacionamento a dois. O namoro é, então, um ensaio, para que o casal esteja preparado para um futuro matrimônio. Esse ”preparo” inclui a ideia de aceitar o outro de forma completa, de respeitar, inclusive, aquilo que não é agradável, mas que, em consequência do compromisso, foi assumido um tolerar e perdoar.

Isso significa que, além de ser maduro o suficiente para conviver e superar nossas falhas, também nos comprometemos a conviver e superar as falhas de quem quis trilhar esse caminho conosco. Se a vida do cristão é uma constante mudança para que nos pareçamos cada vez mais com Jesus, então, por qual razão nosso namoro não poderia fazer o mesmo? O maior problema dos namoros de hoje é que eles não têm um amadurecimento cristão e saudável; pelo contrário, têm destruído de maneira gritante a castidade, a pureza e a humildade, até mesmo o silêncio santo, as virtudes das quais a Virgem Maria é exemplo. E essas virtudes estão sendo esquecidas e transformadas em desgastes emocionais, que geram cicatrizes profundas na vida das pessoas. Muitas famílias não dão certo, não chegam a cumprir as promessas dos primeiros dias do casamento, pela falta de Jesus na vida do casal, pelo esquecimento dos votos que fizeram no altar; pois se isso tivesse sido bem firmado no namoro, haveria um amor mais sólido e duradouro.

Assumir um compromisso vai muito além das fotos a dois e das legendas de amor eterno; é necessário carinho, respeito, perdão, muita paciência e, principalmente, oração no cotidiano.

Muitos jovens sonham com um namoro surreal, aquele em que tudo é lindo e florido, cheio de encontros perfeitos com trilhas sonoras ao fundo. A realidade, meus irmãos, passa um pouco longe dessa fantasia.

Já dizia São Padre Pio de Pietrelcina: ” Quando amar, prepare-se para sofrer”. Essa máxima desse grande santo faz todo o sentido, pois o amor tem forte relação com o sofrimento. Fomos redimidos por um Homem do alto da cruz, que nos amou e sofreu por nós. Se Jesus sofreu, por que nós humanos errantes queremos nos privar disso? Amar exige sacrifícios, e se você não ama alguém a ponto de se sacrificar por essa pessoa, nem que for uma pequena parte do seu dia por ela, não leve esse relacionamento adiante. Jesus é a verdade e, por causa disso, a verdade sempre deve prevalecer, ou seja, se você está se deparando com um namoro destrutivo que o faz atuar, fingir e mentir, ser um personagem na vida do outro, logo não vale a pena continuar insistindo no mesmo ponto.

Lembrar que devemos ter esse pensamento no nosso namoro, para que não façamos opções equivocadas e venhamos a falhar com nossa futura família, seria portanto, uma forma simples de se evitar uma destruição maior dentro de um casamento, que é uma esfera muito mais sagrada, um sacramento.

Escolhas erradas geram histórias frustradas. Não se frustre! Lembre-se sempre de que todo o namoro nasceu para o término, ou seja, ou ele terminará no altar, dando lugar à vida sacramental do matrimônio, ou antes disso. É uma realidade dura, mas a verdade mais pura de se dizer.

Por fim, existem duas saídas: lutar pelo seu namoro, para que ele se transforme em uma aliança firme com Deus, seguindo o exemplo da Virgem Maria e de São José, ou ter de renunciar essa vida a dois, para que você possa aprender primeiramente a buscar a santidade como filho do Criador, para depois fazer o mesmo como casal. Se você conseguir colocar em prática o amor de Deus no seu namoro, sem dúvida o seu casamento terá grandes chances de perpetuar.

Fernando Henrique de Aguiar Souza

Fonte: Destrave