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Mês de maio: um mês mariano.

image“Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo!”

13 de Maio de 1917, 1ª Aparição de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal.

Às vésperas de um ano da celebração do centenário da Aparição de Nossa Senhora de Fátima aos pastorzinhos Lúcia, Francisco e Jacinta que se encontravam num lugar chamado Cova da Iria. A nossa Paróquia encontra-se em preparação, por meio do Tríduo, para celebrar o dia 13 de Maio com piedade e devoção a festa litúrgica da Padroeira. Para bem viver o mês mariano, estamos vivenciando a Primeira Jornada de Oração do Santo Rosário, tendo a cada meia hora, uma pessoa rezando o terço, percorrendo às 24 horas do dia, implorando de Deus, por intercessão da Virgem de Fátima: pelas famílias, pela Diocese de Formosa, pelos benfeitores e dizimistas, pelo munícipio de Água Fria de Goiás e pelo bom êxito da Festa de Nossa Padroeira. Respeitando e valorizando a Piedade Popular, faremos a Reza de Nossa Senhora de Fátima, no dia 13, sendo este momento conduzido pelas rezadeiras da comunidade; ao fim do dia, percorreremos as ruas de nossa cidade com a imagem e culminando com a celebração da Santa Missa, coroação da imagem e consagração a Nossa Senhora. Certamente, muitas outras expressões de devoção e fé são vivenciadas em nossa Igreja. Com amor e respeito Veneramos a sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe.

É do conhecimento geral que nós, cristãos católicos, cultivamos uma profunda devoção à Mãe Deus e nossa mãe, Maria Santíssima: “nossa mãe na ordem da graça” (Cf. LG n. 61). Todavia, faz-se necessário que tenhamos uma maior compreensão desta devoção e seus desdobramentos para a nossa fé.

Como sabido, desde cedo nas primeiras comunidades cristãs, a atenção dos fiéis se voltou para Maria, Mãe de Jesus, e, consequentemente, Mãe de Deus feito homem. A piedade para com Maria se foi desenvolvendo no decorrer dos séculos, à semelhança do que se dá com as potencialidades de uma semente destinadas a se desabrochar lentamente. É importante salientar que os fiéis não admitem dois Mediadores —Cristo e Maria — ou prestam a Maria o culto que só a Deus convém. De antemão seja dito de maneira categórica: a teologia católica professa um único Mediador entre Deus e os homens — Jesus Cristo (cf. 1 Tim 2,5) — e rejeita qualquer forma de devoção a Maria que se possa confundir com a adoração devida somente a Deus. Maria é criatura; por isto todo o apreço que os fiéis lhe dedicam, tem que se referir, em última análise, ao Criador ou a Deus; assim, sempre nos ensinou o magistério da Igreja: “Este culto, tal como sempre existiu na Igreja, embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração, que se presta por igual ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo, e favorece-o poderosamente” (cf. LG n 66).

As formas de devoção, cultivadas pelos fiéis católicos está longe de ser aberração ou desvio da fé, como pensam algumas pessoas de outras denominações cristãs. Nota-se que é uma piedade filial para com Maria, Mãe de Jesus (cf. Jo.19,26), portanto, não pode deixar de decorrer da configuração do cristão a Cristo Jesus. Na devoção a Maria, ensina São João Paulo II “ o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor” (RVM n.01). Observe-se, aliás, que a consideração de Maria, Mãe de Jesus é predominante na devoção dos cristãos, expressa em muitas imagens ou Ícones de Maria apresentando Nossa Senhora com o Menino-Deus nos braços.

Pode-se ainda observar que a piedade para com Maria leva espontaneamente os fiéis a procurar reproduzir em si as virtudes da Mãe de Jesus (ninguém é verdadeiro devoto dos santos, caso não seja também zeloso imitador dos mesmos). O Concílio Vaticano II declara que “na sua vida, deu a Virgem exemplo daquele afeto maternal de que devem estar animados todos quantos cooperam na missão apostólica que a Igreja tem de regenerar os homens” ( cf. LG n.65). Na verdade, as virtudes de Maria não são senão facetas da plenitude de perfeição de Jesus mesmo (cf. Jo 1,16); considerando a vida de Maria desde a Anunciação do Anjo até a descida do Espírito Santo em Pentecostes, os fiéis vão contemplando, em última análise, a maneira concreta como a vitória de Cristo se realizou na mais digna das criaturas: a humildade de Maria, seu devotamento à obra da Redenção, sua perseverança na fé, sua paciência no sofrimento, sua solidariedade à Isabel são lições que devem levar os fiéis a concretizar em sua vida pessoal a figura de Jesus; é, em última instância, o Cristo que os fiéis contemplam em Maria e é a Cristo que Maria os quer fazer chegar. Por fim, a Igreja pede que “os fiéis lembrem-se de que a verdadeira devoção não consiste numa emoção estéril e passageira, mas nasce da fé, que nos faz reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar filialmente a nossa mãe e a imitar as suas virtudes” ( cf. LG n 67).
Que Nossa Senhora de Fátima conduza-nos a Cristo e ajude-nos a viver a nossa fé!

Pe.Pedro Nogueira da Silva Filho.
Pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima
Agua Fria de Goiás